Expedição a ilha brasileira encontra peixe desconhecido pela ciência e mostra como se descobrem espécies
Por: Sofia Moutinho, Instituto Ciência Hoje/RJ. Publicado em 01/06/2010 | Atualizado em 01/06/2010
Foram três dias de viagem de barco até as ilhas brasileiras mais distantes do litoral. A pouco mais de mil quilômetros da costa do Espírito Santo, no arquipélago de Trindade e Martim Vaz, uma expedição de biólogos brasileiros descobriu um tesouro. Um baú cheio de moedas de ouro? Nada disso: uma nova espécie de peixe! Colorido de verde com pintas vermelhas, ele foi batizado de Halichoeres rubrovirens, que, em latim, significa vermelho e verde.
Não foi a primeira vez que os pesquisadores viajaram até as ilhas em busca de novas espécies. O biólogo João Luiz Gasparini, integrante da equipe, conta que essa foi a sétima expedição que fez à Ilha da Trindade e que em todas descobriu ao menos um nova espécie. Será que ele tem uma sorte enorme ou há algo de especial nessa ilha?
A explicação é simples. Trindade é uma ilha isolada, que fica no meio do oceano Atlântico. Por isso, tem muita chance de abrigar espécies que nunca foram vistas pelo ser humano. “A gente já sabia que não tinha havido muitas pesquisas com peixes na ilha e, por essa razão, a probabilidade de encontrar espécies não descritas lá é alta”, conta João.
Por falar em bagagem, antes de partir em viagem, o pesquisador precisa verificar se não esqueceu nenhum equipamento. Câmeras fotográficas com pilhas extras e lanternas são fundamentais para o trabalho de campo. “Qualquer biólogo tem que ter muito cuidado com o equipamento e sempre levar reservas porque se você esquece alguma coisa, ainda mais em uma ilha isolada, não vai ter nenhuma lojinha por perto para te ajudar”, explica o pesquisador.
Nessa fase do trabalho, é preciso paciência! Os biólogos tiveram que descrever em detalhes a espécie coletada. Contaram escama por escama, espinha por espinha, além de medir cada parte do corpo para comparar com outros peixes parecidos. Mas foi a análise do DNA - código encontrado em todas as células de um ser vivo e que define as suas características físicas - que comprovou que a espécie era desconhecida pela ciência.
Sofia Moutinho
Instituto Ciência Hoje/RJ.
Não foi a primeira vez que os pesquisadores viajaram até as ilhas em busca de novas espécies. O biólogo João Luiz Gasparini, integrante da equipe, conta que essa foi a sétima expedição que fez à Ilha da Trindade e que em todas descobriu ao menos um nova espécie. Será que ele tem uma sorte enorme ou há algo de especial nessa ilha?
A explicação é simples. Trindade é uma ilha isolada, que fica no meio do oceano Atlântico. Por isso, tem muita chance de abrigar espécies que nunca foram vistas pelo ser humano. “A gente já sabia que não tinha havido muitas pesquisas com peixes na ilha e, por essa razão, a probabilidade de encontrar espécies não descritas lá é alta”, conta João.

- A Ilha da Trindade fica a mais de mil quilômetros da costa do Espírito Santo (foto: João Luiz Gasparini).
Colorido que atrai a atenção

- O colorido da espécie chamou a atenção dos biólogos (foto: João Luiz Gasparini).
Por falar em bagagem, antes de partir em viagem, o pesquisador precisa verificar se não esqueceu nenhum equipamento. Câmeras fotográficas com pilhas extras e lanternas são fundamentais para o trabalho de campo. “Qualquer biólogo tem que ter muito cuidado com o equipamento e sempre levar reservas porque se você esquece alguma coisa, ainda mais em uma ilha isolada, não vai ter nenhuma lojinha por perto para te ajudar”, explica o pesquisador.
Nos mínimos detalhes
Organizar uma expedição em busca de novas espécies não é fácil. É preciso pensar em tudo, desde a roupa adequada para levar na mala, até o lugar onde a equipe vai dormir. No caso da Ilha da Trindade, a equipe contou com o apoio da Marinha do Brasil, que tem acomodações especiais para pesquisadores. “Se não fosse a ajuda dos militares, a gente teria que alugar um veleiro e passar a noite no mar”, conta João.
- Os biólogos da expedição precisaram fazer um treinamento de mergulho (foto: Osmar Luiz Jr.).
Da natureza para o laboratório
Depois de se aventurar na natureza em busca de uma nova espécie, os biólogos precisam verificar se ela é realmente uma novidade. Para isso, coletam amostras para descrever. A equipe de João não fez diferente: pegou alguns peixinhos e tratou com formol para estudar em laboratório.Nessa fase do trabalho, é preciso paciência! Os biólogos tiveram que descrever em detalhes a espécie coletada. Contaram escama por escama, espinha por espinha, além de medir cada parte do corpo para comparar com outros peixes parecidos. Mas foi a análise do DNA - código encontrado em todas as células de um ser vivo e que define as suas características físicas - que comprovou que a espécie era desconhecida pela ciência.

- A espécie 'Stegastes trindadesnsis' foi descoberta em 2008 na Ilha da Trindade (foto: João Luiz Gasparini).
Sofia Moutinho
Instituto Ciência Hoje/RJ.
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