terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Descoberta de arqueólogos israelenses coloca em xeque teorias sobre a origem do Homo sapiens


Dentes com mais de 400 mil anos de existência podem indicar que o homem moderno não surgiu na África

Arqueólogos israelenses anunciaram nesta segunda-feira a descoberta do que pode ser a mais antiga evidência da existência do homem moderno, o que pode alterar as teorias sobre a origem do Homo sapiens.
Uma equipe da Universidade de Tel-Aviv encontrou, em uma gruta no centro do país, dentes que podem ser de Homo sapiens e que têm pelo menos 400 mil anos de existência. Até então, os vestígios mais antigos do homem moderno tinham, no máximo, a metade desta idade.
— É muito emocionante chegar a esta conclusão. Isso muda todo o panorama da evolução — afirma o arqueólogo Avi Gopher, cuja equipe examinou o achado com aparelhos de raios-X e tomografia computadorizada.
No entanto, o cientista indicou que é necessária uma investigação mais detalhada para fortalecer sua afirmação. Atualmente, a teoria mais aceita sobre a origem do homem moderno diz que os Homo sapiens se originaram na África e migraram para fora do continente. Para Gopher, se os restos encontrados pela sua equipe forem mesmo de Homo sapiens, a espécie pode ter surgido no território que hoje corresponde a Israel, e não na África.
Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aumento no número dos casos de aids entre jovens preocupa o Ministério da Saúde

Cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos

O aumento no número dos casos de aids entre a população jovem no Brasil tem preocupado o Ministério da Saúde. Em um bate-papo com internautas pelo Twitter, o diretor adjunto do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Ministério, Eduardo Barbosa, afirmou que cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos.

— Temos cerca de 7 mil jovens recebendo medicação para controlar a doença, mais um número três ou quatro vezes maior destas pessoas que não sabem que convivem com a doença — explicou Barbosa.

Um dos problemas que afetam o aumento da incidência de HIV em jovens é a falta de conversa com pais e educadores:

— Falar de saúde sexual, por vezes, é encarado como estímulo ao inicio da vida sexual. Nós não podemos ter educadores que prejudiquem a educação dos nossos jovens e adolescentes devido a suas crenças morais — disse, ao acrescentar que deve-se adaptar a linguagem para a realidade de cada faixa etária.

Para reverter este quadro, o foco da campanha "O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/aids", lançada nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde para marcar o Dia Mundial de Luta contra a aids, são jovens brasileiros de 15 a 24 anos.

Atualmente, cerca de 630 mil pessoas vivem com HIV no país, mas nem todas sabem que portam o vírus.
ZEROHORA.COM
Pelo Twitter, Eduardo Barbosa, afirmou que cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos - Twitter, Reprodução / clicRBS
Pelo Twitter, Eduardo Barbosa, afirmou que cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos
Foto:Twitter, Reprodução / clicRBS