quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aumento no número dos casos de aids entre jovens preocupa o Ministério da Saúde

Cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos

O aumento no número dos casos de aids entre a população jovem no Brasil tem preocupado o Ministério da Saúde. Em um bate-papo com internautas pelo Twitter, o diretor adjunto do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis do Ministério, Eduardo Barbosa, afirmou que cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos.

— Temos cerca de 7 mil jovens recebendo medicação para controlar a doença, mais um número três ou quatro vezes maior destas pessoas que não sabem que convivem com a doença — explicou Barbosa.

Um dos problemas que afetam o aumento da incidência de HIV em jovens é a falta de conversa com pais e educadores:

— Falar de saúde sexual, por vezes, é encarado como estímulo ao inicio da vida sexual. Nós não podemos ter educadores que prejudiquem a educação dos nossos jovens e adolescentes devido a suas crenças morais — disse, ao acrescentar que deve-se adaptar a linguagem para a realidade de cada faixa etária.

Para reverter este quadro, o foco da campanha "O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/aids", lançada nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde para marcar o Dia Mundial de Luta contra a aids, são jovens brasileiros de 15 a 24 anos.

Atualmente, cerca de 630 mil pessoas vivem com HIV no país, mas nem todas sabem que portam o vírus.
ZEROHORA.COM
Pelo Twitter, Eduardo Barbosa, afirmou que cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos - Twitter, Reprodução / clicRBS
Pelo Twitter, Eduardo Barbosa, afirmou que cerca de 20% dos 33 mil novos casos registrados anualmente no país representam a faixa etária de 13 a 29 anos
Foto:Twitter, Reprodução / clicRBS

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estudo de DNA revela que malária surgiu com gorilas

Agência Fapesp
SÃO PAULO - Sabe-se que os chimpanzés são a fonte do vírus HIV-1, principal causa da aids, e suspeitava-se que eles também fossem o reservatório de origem do Plasmodium falciparum, parasita que causa a forma mais severa de malária. Mas um novo estudo indica outro primata: o gorila.
Reuters/T. Breuer/Wildlife Conservation Society
Reuters/T. Breuer/Wildlife Conservation Society
Foi achado plasmódio em gorilas-do-ocidente e chimpanzés
A conclusão está em um artigo publicado como destaque de capa na edição desta quinta-feira, 23, da revista Nature. Weimin Liu, da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, e colegas de diversos países analisaram cerca de 3 mil amostras de fezes colhidas em diversos locais da África Central.
Foram identificadas infecções por plasmódio em gorilas-do-ocidente (Gorilla gorilla) e em chimpanzés (Pan troglodytes), mas não em gorilas-do-oriente (Gorilla beringei) ou em bonobos (Pan paniscus).
O estudo demonstrou que os parasitas de malária do gorila-do-ocidente, a espécie mais comum do gênero Gorilla, são as que mais se aproximam do parasita que atinge o homem.
Os pesquisadores observaram que infecções por plasmódio em primatas são altamente prevalentes, bastante distribuídas e quase sempre resultado de várias espécies de parasitas.
Análises de mais de 1,1 mil sequências genéticas mitocondriais e nucleares de gorilas e chimpanzés revelaram que 99% estavam agrupadas em seis linhagens específicas de hospedeiros, que representam espécies distintas de Plasmodium dentro do subgênero Laverania.
Os pesquisadores descobriram que uma das linhagens, encontrada em gorilas-do-ocidente, continha parasitas praticamente idênticos ao Plasmodium falciparum. “Os resultados indicam que o P. falciparum tem origem em gorilas, e não em chimpanzés, bonobos ou antigos humanos”, afirmam os especialista no artigo.

Fonte: www.estadao.com.br/noticias